Com a tua mão na minha percorremos juntos as páginas da Rotas & Destinos, à procura da nossa viagem para as férias daquele verão. Tanta escolha disponível, o limite eram todos os cantos do mundo.

O rumo seria o sul de Espanha, decidimos, reservando algumas paragens para o improviso.

Durante quatro dias memoráveis, fotografámos algumas paisagens verdejantes, apesar de fazer já calor abrasador, ainda em Portugal, mas com um pé quase no país vizinho - há uma linha invisível que faz de fronteira mas que não separa a natureza, que não é de nenhum mas de todos.

Sem guias no bolso mas com a revista R&D sempre na mochila, para comprovar, ao vivo, que os locais eram tão belos como ela nos costuma mostrar, deslumbrá.mo-nos com a imensidão das praias de Matalascañas. Um pôr-de-sol mágico encamtou ainda mais a nossamemrória.

O parque natural de Doñana, mesmo ali ao lado, fez-nos sentir muito mais pequenos no meio de tamanha riqueza natural, relembrando que os paraísos não se encontram só em ilhas longínquas e quase inacessíveis para grande parte de nós.

Respirámos fundo antes de nos despedirmos daquela paisagem e num instante (sim, às vezes há horas que parecem instantes) entrámos num hotel pacato e típico do sul ibérico. A beira da piscina soube bem para apanhar uns banhos de sol e retemperar o espírito. Como a água, embora com uma luminosidade e cor convidativos, estava ainda fria, banhámo-nos na piscina interior, na qual os rais de sol se reflectiam, criando um ambiente único.

O último daqueles (poucos!) dias em que escapámos do quotidiano, iria uma vez mais surpreender-nos, pela positiva. Longe já da costa Andaluza, aventurámo-nos por um interioi ainda desconhecido (por nós) até El Rocio, um sítio cujas estradas são de terra batida, as casas tê pátios interiores e à porta o lugar para prender os cavalos: como se de um western se tratasse.

A igreja da Virgem d'El Rocio (padroeira da comunidade cigana) acolhe-nos ainda ao longe, avistando-se a poucos quilómetros de distância do sítio onde nos recebe. Vendedores de morangos convidam a provar estes frutos que compramos para nos deliciar o apetite.

E a fome por outra viagem assim aumenta, enquanto regressamos a casa, agradecendo, cada um para consigo, alguns dos conselhos preciosos que a nossa revista de viagem já nos habituou a seguir.

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