AÇORES: Verde e Branco, Preto e Sabor
August 17, 2009
O avião não atravessou “apenas” meio oceano.
À distância de um par e horas, um pequeno paraíso ímpar, que faz ainda parte do país onde nasci.
Nos Açores as vacas tresmalham a paisagem para quebrar um pouco o “tanto” verde que se vislumbra – no entanto tanta calma não enjoa. A terra nem só vegetação oferece – também fervilha e dela vapores que nos lembram que ela está viva – apenas dorme, respira, e as “gentes” agradecem.
Agradeço também a sensação de que, pelo menos por alguns miutos, algumas horas, estou num “mundo” à parte, maravilha que nos sossega e tempera o espírito. E nós espreitamos os espíritos que povoam esta terra, por entre as árvores, e lá descobrimos mais uma lagoa, no alto de uma montanha, quase escondida.
Antes de me vir embora, piso as areias escuras que se agarram à minha pele clara (contrastando também com a cal das igrejas), decido que esta é mais uma das muitas lembranças que levo, assim como os sabores que provo e me deliciam.
E será assim que vou lembrar esta ilha (apenas uma das nove que aqui “arquipelam” – e que me aguardam), pelo menos até uma próxima visita que, espero, seja para muito breve.
(Este texto foi publicado na Revista Rotas & Destinos de Agosto - 2009)
Posted by Jorge Augusto. Posted In : viagens
